O excesso de líquido intersticial é prejudicial à cicatrização, pois cria condições locais desfavoráveis à proliferação celular e à síntese protéica (baixo PH; alta tensão de C02; baixa concentração de Oz). O resultado será a maior freqüência de infecção e a formação de tecido cicatricial mais exuberante.
As cicatrizes não perfeitamente niveladas com a superfície da pele constituem um sério transtorno estético. Sob esse aspecto, a massoterapia e a drenagem linfática manual são úteis desde a fase conjuntiva até a fase madura.
Os objetivos são: melhorar a capacidade linfática, visando o restabelecimento da corrente circulatória periférica da lesão, a fim de manter o edema nas proporções mais discretas possíveis; eliminar os resíduos metabólicos; estimular o trofismo da região; e, nas cicatrizes maduras, suprimir aderências e amolecer os tecidos.
O tratamento massoterápico é fundamental após a primeira fase, em tomo do vigésimo dia, e as manobras de drenagem linfática manual iniciadas precocemente se efetuarão, de preferência diariamente, primeiro sobre os linfonodos regionais e os tecidos vizinhos da lesão, sempre com manobras finas e indolores, com intensidade leve e sem deslocamento de tecidos.
Quando a cicatriz está na fase madura, as manobras de drenagem linfática devem sempre preceder manobras específicas desfibrosantes, vibratórias, de trações múltiplas e de mobilizações.
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